O avanço da internet, redes sociais e smartphones trouxe consigo a cultura da exibição, a busca pela aparência ideal e a dismorfia corporal.
A exposição nas redes sociais tornou-nos mais exigentes com a aparência e proporção física, aumentando a busca por tratamentos estéticos para “corrigir defeitos” e conquistar uma aparência perfeita.
Mais do que uma simples insatisfação,a percepção equivocada da aparência tem levado cada vez mais pessoas a casos de alterações psiquiátricas, e até mesmo ao óbito.
Cuidados com o corpo e a saúde física devem ser encarados de forma positiva, no entanto, o excesso de preocupação com a aparência pode gerar consequências psicológicas.
Veja abaixo mais informações sobre a dismorfia corporal e sua relação com a depressão severa, que pode levar ao suicidio.
Sua vida importa!
O que é dismorfia corporal?
A busca pela melhora da aparência física, de forma saudável, é normal.
O problema está quando a preocupação com o corpo atinge um patamar obsessivo, ocasionando problemas em várias áreas da vida de uma pessoa.
Quando a busca por uma beleza imaginária torna-se um objetivo de vida, o paciente encontra-se em um quadro de Transtorno DIsmórfico Corporal (TDC).
A TDC é uma doença psíquica que causa distorção de imagem, levando a pessoa a acreditar e/ou evidenciar imperfeições que são frutos da visão deturpada de si mesma.
Alguns estudos relacionam a origem do transtorno à condições neurológicas, devido ao descompasso de substâncias como serotonina e dopamina no cérebro dos pacientes.
Esses neurotransmissores estão associados ao humor, bem-estar e prazer – e quando em baixa, podem desencadear outras doenças como depressão e ansiedade.
Muitas vezes, pessoas com TDC são vistas como vaidosos ao extremo, mas o problema não é apenas um “vício em beleza”.
A rejeição da própria imagem é uma doença psiquiátrica que pode ocasionar o autoextermínio, em casos mais graves.
O que pode desencadear a dismorfia corporal?
Um padrão de beleza cada vez mais rígido – e inatingível por maior parte da população – tem refletido em problemas de autoestima e percepção da autoimagem.
Estamos todo tempo absorvendo informações provenientes da internet, televisão, revistas, entre outros meios, que exibem corpos perfeitos e irreais.
Para muitas pessoas, no entanto, a busca pela aparência física ideal pode se tornar uma eterna prisão.
Nesses casos, até mesmo olhar-se em um espelho pode ser torturante, indicando uma obsessão por um padrão de beleza ilusório.
O consumo do “perfeito” é uma condição presente na nossa sociedade atual: as pessoas buscam pelo corpo perfeito, pelo rosto ideal, o cabelo impecável e muitas vezes entram em comparação com imagens manipuladas que encontramos na internet.
Basta alguns minutos online para perceber que não existem mais pessoas com imperfeições. Os filtros e aplicativos das redes sociais encarregam-se de esconder qualquer “defeito” em uma foto publicada nas redes sociais.
Essa realidade ilusória é um dos principais fatores que levam pessoas predispostas a ter problemas psiquiátricos, como depressão e ansiedade, a sofrerem também com a dismorfia corporal.
Outras questões de peso para o TDC, são:
- Questões socioculturais
- Predisposição genética
- Procura excessiva por procedimentos estéticos
Quais os perigos da distorção da autoimagem?
Cuidar de si e melhorar atributos físicos, dentro do natural, não é um problema.
Quando realizado de forma saudável, procedimentos estéticos podem erguer a autoestima e minimizar desconfortos.
A questão está em colocar estética acima da saúde, resultando em muitos problemas graves.
A apreensão com a figura corporal pode causar:
- Depressão e outros quadros psicopatológicos ou psiquiátricos
- Transtornos alimentares
- Isolamento social
- Excesso de atividade física
- Abuso de substâncias nocivas
- Procura por intervenções médicas não justificáveis
- Alucinações somáticas
- Suicidio
Jamais será possível padronizar o “belo”: somos únicos e possuímos nossa beleza natural que não deve ser anulada por referências ilusórias. Harmonia é mais importante do que perfeição, pense nisso.
Há beleza em você! 🖤