Já é comprovado que exercitar-se trazem inúmeros benefícios à saúde física e mental das pessoas.
A prática de atividades físicas também está sempre relacionada ao bom funcionamento do organismo e o aumento da imunidade.
Mas será que o hábito também apresenta benefícios no combate a Covid-19? Um estudo feito pela Unesp, Universidade Estadual Paulista, aponta que há possibilidades.
Atividade física pode ter efeito contra o coronavírus?
Recentemente, o hormônio irisina ganhou destaque devido à um estudo que sugere que a substância pode ajudar ao combate da Covid-19.
Realizado por pesquisadores da Unesp, com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), o estudo relaciona a presença da irisina como um dificultador para o avanço da doença.
Publicado na revista “Molecular and Cellular Endocrinology”, o artigo apresenta dados preliminares que indicam a atividade física como um tratamento alternativo contra o coronavírus.
Qual o papel da irisina no combate ao Covid-19?
A irisina é um hormônio produzido de forma endógena pelos músculos durante a prática de atividade física contínua.
Para quem possui o hábito de se exercitar, manter bons níveis de irisina é positivo. A substância é responsável pela transformação da gordura de cor branca, considerada ruim, em gordura marrom – um processo que favorece o gasto calórico.
Se para fins de saúde e estética a atividade física já era muito recomendada por profissionais da saúde, após o estudo a prática ganhou um destaque ainda mais especial.
De acordo com os dados, a irisina inibe o gene responsável pela produção da proteína que leva o vírus para dentro das células de gordura do corpo.
Assim, sem a proteína para se ligar, vírus fica sem o transporte e não consegue infectar as células humanas.
Apesar da notícia otimista, vale lembrar que os dados ainda são preliminares.
Ou seja, ainda é necessário confirmar se o hormônio tem ou não um efeito benéfico em pacientes que já estão infectados com o novo coronavírus.
Devo começar a praticar exercícios físicos durante o isolamento?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todo adulto realize, por semana, 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de alta intensidade.
Com a nossa permanência em isolamento, mesmo que muitas pessoas estejam correndo contra o prejuízo para perder o excesso de peso ganho durante a quarentena, segundo a OMS, o nível de atividade física sofreu redução de 15% no Brasil.
Nos atentarmos ao nosso nível de atividades é importante para manter o bom funcionamento do organismo, mas manter a precaução é fundamental neste momento.
Evitar exercícios ao ar livre em locais com grande circulação de pessoas, assim como estar equipado com álcool em gel e máscara, é essencial para reduzir o risco de contágio.
O exercício físico, em geral, contribui para uma alta imunidade.
Porém, quando realizado em excesso, provoca alterações fisiológicas em nosso organismo (como processos inflamatórios) que diminuem a imunidade, abrindo caminho para infecções virais.
Neste momento, todo cuidado é válido. Portanto, se puder, fique em casa.
É hora de protegermos uns aos outros. Conto com você!