A queda de cabelo durante o tratamento quimioterápico é um dos efeitos de maior impacto na vida de paciente oncológico.
O sintoma afeta a maioria dos pacientes em tratamento e, em alguns casos, a alopecia induzida pela quimioterapia pode persistir mesmo após o fim do tratamento.
Para combater o problema, que interfere diretamente na autoestima do paciente, é possível recorrer a algumas propostas de intervenção para prevenir a alopecia.
Entre as alternativas está o scalp cooling, um procedimento de resfriamento do couro cabelo considerada uma opção segura e eficaz.
Por que o cabelo tende a cair durante o tratamento quimioterápico?
A alopecia induzida por quimioterapia (AIQ) foi considerada a condução mais perturbadora do tratamento do câncer por 88% das mulheres.
Segundo estudo, alguns pacientes diagnosticados com câncer podem até mesmo recusar o tratamento para evitar a queda capilar.
Isso porque a alopecia torna a doença perceptível perante a sociedade e afeta, além da autoestima, as relações sociais.
Mas por que o cabelo cai durante o tratamento quimioterápico?
A queda capilar é resultado da ação dos agentes quimioterápicos feitos para atingir as células cancerígenas em proliferação.
Acontece que, em alguns casos, outras células como a da matriz dos pêlos acabam afetadas não intencionalmente, resultando na alopecia induzida por quimioterapia (AIQ).
Um efeito colateral do tratamento contra o câncer.
O que é scalp cooling?
Em português scalp cooling significa “resfriamento do couro cabeludo”.
A técnica, aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration), é um dos grandes aliados na luta contra a alopecia induzida por quimioterapia.
O scalp cooling age através do resfriamento do couro cabeludo, em uma temperatura média de 4 graus negativos, para evitar que os agentes quimioterápicos ajam sobre as células foliculares dos pacientes.
O tratamento não é uma novidade e vem sendo feito desde a década de 70, mas apenas recentemente sua eficácia tem sido descrita em estudos e pesquisas.
Apesar do seu benefício e bons resultados, a técnica não é indicada para todos os pacientes oncológicos, e deve ser evitada em pessoas diagnosticadas com leucemia ou doenças que causam sensibilidade ao frio.
Como o scalp cooling funciona?
O resfriamento do couro cabeludo é iniciado cerca de trinta minutos antes da infusão da medicação para que a temperatura da região atinja o ponto mais baixo no momento em que o medicamento chega até os folículos pilosos.
Quando o tratamento é realizado por meio de uma touca de silicone, o paciente permanece com ela durante todo o período da quimioterapia e por alguns minutos após a infusão, para garantir a ineficiência da mediação nas células foliculares.
Em geral, a touca é trocada cerca de três a quatro vezes (ou a cada 25 minutos) durante a sessão para garantir que a temperatura se mantenha estável.
Quando a técnica scalp cooling é realizada por máquina de resfriamento com gerenciamento de termostato não é necessário a intervenção de médicos e enfermeiros, pois a temperatura se mantém estável por mais tempo.
Evitando, assim, que os agentes quimioterápicos cheguem ao couro cabeludo resultando na queda capilar.
O scalp cooling é uma alternativa eficiente, a depender do tipo de quimioterápico para prevenir a AIQ, minimizando um dos efeitos colaterais mais incômodos no tratamento do câncer que afeta diretamente a autoestima e o bem-estar psicossocial dos pacientes.